DEUS É FIEL

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Pelicano no Deserto







"Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como um mocho nas solidões, vigio, sou como o pardal solitário no telhado" Sl 102:6,7

Esse Salmo, traduz duas situações de declínio: A de Davi (doente) e a de Jerusalém (abatida por estrangeiros, com muros derrubados e Israelitas levados cativos). Dentro desse cenário, o Salmista traça, no decorrer dos versos, um paralelo entre ele e Jerusalém. Apesar de triste, ele sente esperança : Jerusalém seria reedificada e exaltada, ele, teria sua descendência firme perante o Senhor (Sl 102: 13 e 28).Ainda no Salmo, Davi se compara a três pássaros: Pelicano, mocho e pardal. Qual seria o significado das comparações?

"Sou semelhante ao pelicano no deserto" Sl 102:6

Pelicanos vivem em grupos, muitas vezes numerosos, nas margens dos rios, lagos, águas estagnadas e ao longo de praias marinhas. Alimentam-se principalmente de peixes; encontram-se da Europa sul oriental à Índia, e, na África, até o lago Niassa.

Essa ave, jamais, por livre vontade, escolheria o deserto. A não ser que um fenômeno da natureza a leva-se para lá. No museu Goeldi, Itaituba, Pará, existe um exemplar de pelicano. Por algum motivo extraordinário ele veio parar no Brasil, no Rio Tapajós. Um desequilíbrio ambiental o trouxe a um País que não é habitat natural da espécie. Apenas em situação semelhante, um pelicano, seria encontrado no deserto. Não por livre escolha, mas forçadamente. Para chegar ao deserto, o pelicano teria que se distanciar de seu grupo, sozinho e faminto com certeza adoeceria e morreria.

Toda essa situação, descreve o momento pelo qual Davi passava: Deixaram-no os amigos, os inimigos (visíveis e invisíveis) o afrontavam (v 8). Sofria: febre, dores, fome, solidão e tristeza (verso 3 a 11). Aos poucos, as "zonas marítimas" foram "secando" e o alegre pelicano se viu no "deserto", um lugar que não era seu "habitat natural". Na juventude, fora saudável, guerreiro, cheio de amigos e vencedor perante inimigos. Na velhice, solitário, cheio de dores.

"Sou como um mocho nas solidões"

Um mocho, ou coruja, é uma ave noturna e solitária. Davi mocho, se conforma com as situações advidas da velhice, reconhecendo-as como inevitáveis. Não se queixa com Deus, admite sua fragilidade. Ser "mocho nas solidões" não lhe era espantoso, mas natural.

"Vigio, sou como o pardal solitário no telhado"

Pardais são aves comuns por toda América, fazem seus ninhos em árvores e telhados. No telhado, saltitam de um lado para outro, observando tudo com graciosidade. É como se Davi quisesse expressar liberdade, como se o leito não o impedisse de está informado sobre tudo que ocorria em Jerusalém. O "telhado"seria uma espécie de "torre de vigia" e é de lá que ele descreve o declínio e a glória de Sião (v 13-22)

Concluindo: Servos de Deus se assemelham a "pelicanos no deserto" quando enfrentam situações adversas sem compreender os motivos que o conduziram até elas. Tal qual Jó: "pássaro robusto" surpreendido por um vento contrário, lhe impelindo ao "deserto". A Bíblia, contudo nos assegura: "Fiel É Deus que vos não deixará tentar acima do que podeis suportar".

Poderemos encontrar silêncio nesse "deserto", porém, saibamos que Deus ali está a nos falar. A nós, cabe a missão de em todo o tempo confiar.

Amor Incondicional


Saiba que esse vazio que vc senti, so pode ser preenchido pelo amor de Deus

Não viemos hoje trazer um post a vocês que fale sobre religião, teologia....
Mas para falar da Razão da minha vida, da Razão desse blog existir, vim falar do grande DEUS, do nosso DEUS! Falamos do que seja e de como queremos estar na vontade de Deus, Mas muitas vezes esquecemos de procurar conhece-LO. E para conhecer um Deus invisível, é necessário conhecermos seus atributos e sua principal essência.
Mas qual a essência de DEUS?
Antes de tudo gostaria que você que esta lendo esse post entenda que este post, que nossas vidas, é resultado da essencia de Deus. Somos resultados do AMOR de DEUS!
A palavra que Deus trouxe ao meu coração foi essa: Fale do amor de Deus!
O amor de Deus resumi toda a historia da Biblia, pois a Biblia é o resumo da historia de amor de Deus para com o homem, que vai desde a sua criação, Nossa!!!! como Deus fez com esmero o homem, Deus sujou suas mãos, Deus fez o homem com suas mãos, planejou cada detalhe nos fez sua imagem e sua semelhança, quão grande é o amor de Deus! E apesar do pecado do homem, do orgulho do homem, da vaidade do homem, Deus sempre procurou uma forma, um meio de reestabelecer essa comunhão com Deus, e a bíblia conta toda essa historia que tem seu cume no nascimento de Cristo, como o plano de Deus para salvação do homem, e para a renovação da alinaça de amor com o homem!
Filhos, o amor de Deus resume a sua vida! O amor de Deus resume sua existência!
Viemos hoje falar do amor de Deus! O amor de Deus é o verdadeiro amor! I Co 13
Talvez vc não entenda o vazio que vc senti, a angustia que vc senti, talvez você não entenda o porque de sua existência, mas saiba que esse vazio que vc senti, so pode ser preenchido pelo amor de Deus. Um filho pode até dificilmente viver sem o amor de sua mãe,de seu pai, mas nós não podemos viver sem conhecer o amor de Deus! Talvez seu corpo não sinta falta desse amor, sua alma talvez sinta nos momentos difíceis, mas seu espírito não aguenta mais viver longe do amor de Deus!
Mas qual a diferença do amor de Deus? O amor de Deus é incondicional! Mas o que significa isso?
Deus não impõe condições para te amar!
Deus não impõe condições, Deus te ama como vc está! Ele nos amou primeiro! Antes que vc o quisesse, antes de você pensar em abrir essa pagina, Deus já sabia disso, e já te amava. O amor de Deus é verdadeiro, te liberta, o amor de Deus não traz medo!
O amor de Deus é grande, incondicional, Deus esta sempre de braços abertos te esperando.
Deus te conhece, sabe do seu coração, sabe como seu espírito ta fraco, sabe como você tem vontade de O servir, de O conhecer, Deus te ama, ele não olha para seus pecados, pois a maior prova de amor é o perdão, e Deus te perdoa, Deus nos perdoa, mesmo com nossos defeitos, nossas falhas ele nos ama, mas não nos deixa como estamos, ele nos dá uma nova vida, nos faz viver um novo estilo de vida!
Grande é o amor de Deus, capaz de perdoar, purificar, santificar.
Grande é esse amor que vem sobre nos na nossa triste dor, e sofrimento, tão profundo e nos revigora e traz a paz, a verdadeira paz!
Grande é o amor de Deus, o amor que planta em nós a Fé, e a certeza que suas promessas serão cumpridas!
Grande é o amor de Deus, que te alcançou e que nos faz cumprir a missão do IDE, falando e pregando desse amor pra voce.
E saiba sempre há esperança pra você, Cristo é a nossa esperança!
O mundo carece do amor de Deus! Mas Deus não entra na casa de quem não O quer!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Era da Grande Colheita




Eis que vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa Jo 4:35


Um dos mistérios de Deus é como Ele colocou o relógio profético de acordo com o calendário hebraico. A festa de Sucot é destinada a colheita, é chamada de "festa da colheita". É uma das poucas comemorações que ainda não foi cumprida totalmente.

Para lhe dar uma ideia de como Deus está trabalhando com o calendário hebraico, quando o Messias foi crucificado, tornando-se Cordeiro de Deus para o mundo, foi na Páscoa. Quando Ele ressuscitou dos mortos, foi precisamente na festa das primícias. Depois de sua ascenção ao céu e 50 dias após a Páscoa foi o derramamento do Espírito Santo durante Pentecostes ou a festa hebraica de Sucot que indica o inicio da safra. Temos estado em meio à grande colheita nos últimos 2000 anos.
A Festa da Colheita

Sucot é também conhecida como a Festa da Colheita; é o período no qual a produção dos campos, pomares e vinhas é colhida. Os celeiros, terreiros e prensas de vinho e azeitonas trabalham a todo vapor. Semanas e meses de labuta e suor empregados no solo finalmente são recompensados. O fazendeiro sente-se feliz e entusiasmado. Não admira que Sucot seja a Estação do Júbilo.

Cada um dos sete dias de Sucot representa uma década da vida - setenta anos no total(aproximadamente) - a duração da vida humana na terra. Esta vida curta poderá ser considerada somente como um período de preparo para a vida eterna, a vida em que a fortuna material não conta e onde somente a riqueza espiritual tem valor. Os armazéns de trigo, de vinho e azeite devem ser deixados para trás, enquanto somente os armazéns de Torá e de mitsvot, boas ações, podem ser levados e aproveitados na vida eterna.

Assim, A Festa da Colheita,  num sentido mais profundo, nos ensina juntar, reter e armazenar as experiências religiosas e a elevação espiritual.
O Melhor Ainda Está Por Vir!


No mundo, o foco da vida é: Agora! As pessoas se concentram na juventude, saúde, beleza, habilidades e capital. É como se tudo estivesse indo ladeira abaixo em uma festividade sombria pela falta de Deus nos corações. Mas no calendário de Deus, o seu povo, vive completamente o oposto!

Então ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povo de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor porque as primeiras coisas se passaram. Ap. 21:3,4

Deus está guardando o melhor para o final! Enquanto o mundo e seu sistema continuam piorando, envelhecendo e caminhando para destruição, as coisas de Deus só tendem a melhorar! Alegrem-se ao olhar para o dia quando não haverá mais morte, nem tristeza, nem dor porque Nele todas essas coisas hão de passar. Jogue fora a mentalidade mundana e busque a Deus, porque a maior celebração nos espera! Continue, mesmo que esteja difícil porque a final da colheita é júbilo para os que perseveram!

À um Passo da vitória!


Você pode estar tão perto de sua benção e parece que as coisas estão tão apertadas que não dá mais para suportar, e agora vai desistir, como se tudo até agora que suportou, que ouviu de Deus não teve valor algum?
Você pode estar tão perto, talvez falta um passo a dar, apenas um passo e não dá, pode ser que haja um muro de orgulho a sua frente, o orgulho pode parecer intransponível, mas precisa ser quebrado, para que não exista mais. Uma passo, uma decisão, uma escolha, uma tomada de posição, podem estar lhe separando da sua vitória.
Você só pode tomar este passo se crer e confiar que será o melhor, caso contrário fica hesitando sempre, ou coxeando entre 2 pensamentos, e não sairá do lugar, ou ficará dando voltas no deserto.
Um passo, e a felicidade logo ali, Deus quer curar toda a ferida, perdoar os pecados, apagar todo o passado, limpar de toda mágoa, falta de perdão, rancor, fazer uma nova criatura, uma nova história, mas não será do jeito que queremos, pois, talvez, já tenhamos tentado do nosso jeito e não deu certo, e Deus permitiu, mas agora Deus quer fazer do jeito Dele, o jeito Dele é melhor, trará as coisas mais excelentes, e uma aprovação de Deus para sua existência, para que alcance a maior promessa que é a vida eterna.
Um passo, e um processo se inicia, Jesus trabalhando em sua vida e curando, limpando e moldando. Deus sabe o que é melhor para você, Deus sabe fazer do jeito certo, você precisa confiar e dar um passo de fé.

Só Jesus cura a alma


Só Jesus tem a cura para as feridas e enfermidades de nossa alma e a cura vem através da nossa busca a presença Dele.
Ele cura, restaura, enxuga as lágrimas, nos consola e nos leva a alcançar a promessa.
Na presença de Deus nos fortalecemos, na presença de Deus nossos problemas ficam pequenos, na presença de Deus temos consolo e alegria, na presença de Deus estamos guardados.

Diga SIM para Deus


Você começa a vencer o maligno quando começa a dizer "sim" para Deus, pois você pode ser escravo dos seus desejos ou o maligno pode controlá-los, e você querer realizá-los, como se fossem necessários para sua sobrevivência, mas quando tomar ciência de que você se tornou escravo disto que faz e que está indo para um caminho de destruição, e tomar uma posição de querer mudar sua vida, humilhar-se diante de Deus, então orar e clamar ao Senhor e se converter dos seus maus caminhos, o Senhor ouvirá seu clamor, perdoará seus pecados e restaurará sua vida para se tornar um vaso de honra.
Os ouvidos do Senhor estão prontos a ouvir seu clamor e Ele vai dar graça para você vencer o maligno, comece a dizer sim para Deus, sim para tudo aquilo que edificar sua vida, tudo aquilo que a leva ao perdão, restauração, ao caminho do Senhor, a buscar as virtudes de uma pessoa que teme ao Senhor, portanto, comece a se afastar daqueles e daquilo que a faz pecar, deixe seu mau caminho, diga não aos seus desejos.
A carne precisa morrer, mas antes a carne vai lutar desesperadamente para fazer valer seus desejos, para satisfazê-los, a carne vai fazer você chorar de vontade, duvidar que você possa conseguir vencê-la, vai deixar você triste e com um vazio por não realizar seus desejos, vai fazer falta a você aquilo que fazia, neste tempo o maligno até faz a pessoa sentir vontade de morrer, porque ela sabe que precisa se converter e parece que não vai conseguir, ou tenta vencer, mas acaba caindo novamente, daí vem o sentimento de incapacidade de livrar-se desta escravidão, mas é preciso perseverar, continue dizendo sim para Deus, se cair e sentir tristeza por isso, fica mais fácil tentar na próxima vez, mas é preciso perseverança e muito esforço, pois a luta é grande, e sempre clamar ao Senhor, pois Ele dá graça aos que O buscam.
Você precisa de instrução de pessoas piedosas, que sirvam a Deus de todo coração, você precisa ouvir a palavra de Deus, pois só a verdade a libertará. A verdade faz você cair em si de sua situação e do caminho que anda e lhe leva a desejar ser restaurada, portanto, quando ouvir a palavra de Deus, mesmo que seja uma palavra dura, não a rejeite, pois muitas vezes o remédio é amargo mesmo, para você cair em si, você precisa vencer aquele que lhe domina e não quem está tentando lhe ajudar de acordo com a palavra de Deus.
Toda pessoa que vive em pecados, tem um orgulho para rejeitar a palavra, pois acha que está sendo julgada e que Deus conhece seu coração, sim Deus conhece e sabe o que tem dentro dele e manda seus servos pregarem Sua palavra a ela, para que ela venha a se arrepender de seus pecados e se converter de seus maus caminhos. Que adianta Deus conhecer um coração se a pessoa não quer largar seus pecados?
Tome uma posição firme, diga sim a Deus, coma da palavra de Deus, a verdade lhe libertará e lhe purificará. Vença o maligno e os seus desejos, porque ficaria num caminho de destruição e morte?
Fica na paz

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O segredo de José

O segredo de José só não é mais simples porque a dificuldade está em colocá-lo em prática



Inegavelmente, a história de José – aliás, o livro de Gênesis é um dos mais ricos e belos da Bíblia – é um primor de literatura, e sua história ainda hoje rende pregações inflamadas e hinos inspirados. Não é à toa, se você prestar atenção nas ricas experiências pelas quais José passou e as lições que aprendeu.

José, um exemplo de servo de Deus, dotado de rara inteligência e sabedoria, era o que se podia chamar hoje de “visionário” (sonhador), alguém que enxergava o futuro (profeta) e que sabia administrar como ninguém, mas, sua principal característica era a fidelidade a Deus em meio às maiores provações. Ele foi alvo da inveja homicida de seus meio-irmãos, jogado no fundo do poço e tirado de lá para ser vendido como escravo… tudo por causa do amor e admiração que seu pai lhe nutria e dos sonhos que tinha.

Com tantas qualidades, tanto como homem público como homem imerso em sua vida pessoal, torna-se até difícil eleger a principal virtude de uma personagem tão marcante das Escrituras. Todavia, à guisa de opiniões divergentes, julgamos que a principal razão dele ter sido alguém que não apenas teve seu lugar marcado na História, como foi um protagonista de sua própria história, quando tudo conspirava para que ele fosse um mero coadjuvante por onde passava, era seu carácter irrepreensível e sua convicção em permanecer fiel a Deus onde quer que fosse ou o que fizesse, fosse na casa de seu senhor, fosse na casa de sua servidão, mandando ou sendo mandado.

Hoje em dia, é difícil achar alguém como José, com a qualidade de saber ser servo e, após exaltado, não querer se exaltar e fazer justiça com as próprias mãos. Pessoas com inteligência e competência administrativa como ele até que não faltam, mas com a sua humildade e desprendimento são raras. Ainda mais levando-se em conta a massiva propaganda triunfalista pregação da prosperidade que assola nossos púlpitos hoje, como verdadeira praga, transcendendo as fronteiras denominacionais e geográficas.

Infelizmente, se alguém passasse pelo que José passou, e chegasse onde ele chegou, perseguiria seus opositores de tal forma que não deixaria raiz nem ramo. Mas, é assim que deve ser e se portar um servo de Deus? É isto que se espera de alguém que carrega a cruz diariamente e abriga o Espírito de Deus firmemente? Não, não é isso que se espera de alguém com esse perfil.

Quando se fala em apelo missionário, a visão que muitos têm é de ir para algum país rico de primeiro mundo, por achar que lá suas dificuldades serão mínimas. Mas, ao analisarmos o contexto da época, José foi ser missionário numa das maiores superpotências de então, um império de primeira grandeza. Se se perguntasse a muitos se gostariam de ser missionários, e aos que respondessem SIM lhes desse a possibilidade de escolher entre a América (EUA) e a África, você arriscaria qual destino teria preferência?

Pois é, José foi para a América de seus dias, mas não por sua escolha própria, e foi fazer parte da base da pirâmide social egípcia, algo como o assistente do carimbador reserva da seção de almoxarifado de peças imprestáveis. Muitos pretensos candidatos a missionários, se soubessem que poderiam passar anos sendo pessoas esquecidas em lugares desprezíveis, bateriam no peito estufado e diriam: “não acredito que isso é o que Deus projetou para mim, alguém com as qualidades, características e competências que possuo, com tanto investimento que fiz para ser um missionário de um ministério relevante, pronto para ganhar milhares para Cristo!”.

Mas, para José, o governante que dez entre dez faraós queriam ter, o começo de sua história foi frustrante, marcante (no sentido de deixar cicatrizes) e claramente decepcionante. É de admirar que ele não tenha perdido o foco, a razão e a sobriedade depois de tantas experiências amargas: inveja e traição pelos próprios irmãos, vendido a estrangeiros, caluniado e injustiçado pelos patrões a quem tanto serviu e, finalmente, esquecido depois de fazer a melhor consultoria profissional (coaching) para um alto funcionário do rei, e de graça! Qualquer um teria entrado em parafuso com essa situações de dar nó na cabeça do ser humano comum.

Por que tanta gente hoje se decepciona com a vida cristã, se a Bíblia lhe apresenta promessas tão fantásticas? Ilusão, crença em promessas fantasiosas? Não, a resposta é muito mais simples, mas não menos trágica: é apenas falta de perseverança e fracas convicções mesmo. Muitas tragédias cristãs e naufrágios na fé seriam evitados pela adoção de um hábito simples e econômico: a leitura devocional da Bíblia de forma constante, cotidiana e confiante. Você, caro leitor, cultiva esse hábito? Talvez a resposta para muitas de suas indagações esteja não no que você está fazendo, mas naquilo que está deixando de lado.

O segredo de José só não é mais simples porque a dificuldade está em colocá-lo em prática, ou seja, quando se trata de ser fiel na prática, a teoria é outra. Mas, era isso que lhe garantia a presença de Deus em sua vida, ou seja, que Deus era com ele (José). Muitos gostariam de poder dizer que Deus era com eles, entretanto somente alguns podem confirmar isso. Um grave erro é querer Deus só nos momentos de pressão e angústia, dificuldade, e desprezá-lo na hora da bonança. Mas, com José era diferente, Deus era com ele, não apenas estava. 

Deus não era acessório para José, era parte integrante de sua vida, não apenas nas tribulações, mas principalmente nas vitórias. Quando Deus deixar de ser apenas um “opcional” na vida de muitos, para se tornar “de fábrica“, suas histórias começarão a mudar.

Mas, IMHO, o segredo de José é descortinado quando ele se casa, já no palácio, e dá nome aos seus filhos, pois é ali que ele deixa claro sua trajetória de vitória e, mais importante, a sequência dessa trajetória: primeiro lhe veio Manassés, depois Efraim. Manassés significa, em termos simples, “esquecer”, enquanto Efraim pode ser entendido [traduzido] por “frutífero”, de onde se compreende que os frutos vêm após um certo período de maturidade e, principalmente, de crescimento da árvore. 

Em poucas palavras, José não guardou rancor e amargura em seu peito por ter sido, por tanto tempo e por tantas pessoas, esquecido, pelo contrário, ele aprendeu a esquecer-se disso. Somente após esse doloroso e moroso processo de deixar as coisas passadas para trás, José pôde dizer adiante, Deus me fez crescer. Você quer crescer? Aprenda a esquecer.

Este foi o grande segredo de José, desprezado e ridicularizado por muitos hoje, dessa geração que, ao invés de clamar a Deus por graça diante da tribulação, clama ao vento por vingança. Mas, a lição é bem clara: o crescimento somente ocorre após o esquecimento. Sabe o porquê dessa lei? Ao guardar raízes de amargura em seu peito, o ser humano fica preso (enraizado, atolado, aprisionado) a um passado de dor que lhe impede de vislumbrar um futuro melhor, desperdiçando seu presente, o dia de Hoje, dado por Deus. É no hoje que plantamos as sementes do sucesso de amanhã, mas se estas sementes estão maculadas pela amargura e ressentimento, não brotarão adequadamente e, se brotarem, crescerão doentes, sem poder atingir todo seu potencial de frutificação e crescimento.

Não é à toa que Paulo disse uma frase impactante sobre esse tema:

    “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação.de Deus em Cristo Jesus.”. Fp 3.13, 14

O Barco de Pedro



" E entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e assentando-se, ensinava do barco a multidão" Lc 5:3.

Pedro e seus companheiros pescadores tiveram uma noite frustrante. Nenhum peixe. Só restava encostar o barco e limpar as redes. Seria um dia difícil. Sem clientes, sem dinheiro. Jesus, passava por ali, seguido por uma multidão. Viu a cena: Pedro, conversando em alta voz com André. Falando da dificuldade da profissão. Das contas a pagar. Pedro, estava insatisfeito com o ofício. Quem sabe, mudar de ramo, seria uma ótima alternativa.

Jesus, se aproximou, cumprimentou Simão e sentou em seu barco: "Posso usá-lo?". "Claro, claro! Responde Simão, prontamente. "Só te peço que o afaste da terra"- Jesus podia afastá-lo, mas, quis a participação do pescador- Pedro, o empurrou com cuidado até a água. Todos, sentaram na areia para ouvi-lo.

Jesus, falou sobre perseverança. Não desistir. Confiar. Falou sobre Deus. Seu poder e domínio. Ele usou a linda paisagem do lago de Genesaré (ou mar da Galileia), para ilustrar a mensagem. Falou sobre os bons e "maus" dias. Sobre superação. Pedro, André e os demais, ouviram atentamente. Jesus, os fez acreditar que em algum lugar daquele lago havia um tesouro a ser explorado. Havia uma imensidão de peixes para serem pescados. Pedro, e os demais, precisariam "Tirar o barco da areia".

Barcos, vazios na areia, podem representar desilusão, fracasso. O de Pedro, representava. Por isso, Jesus pediu: "Afaste o barco da areia". O Mestre, queria abençoar Pedro. Ensiná-lo, como ser próspero . Era preciso, contudo, entregar o barco. O barco, aqui, representa a vida de Pedro.

" Faze-te ao mar alto e lançai vossas redes para pescar. Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas, sobre a Tua Palavra, lançarei a rede" Lc 5:4,5.

A mensagem de Jesus, mexeu com Pedro. Despertou sua fé. Ele, não hesitou em obedecer. Não justificou seu mal desempenho na noite passada. Confessou seu fracasso, mirou no futuro. Viu, um barco cheinho de peixes. Jesus, em sua companhia, com um leve sorriso nos lábios dizendo: "Simão, Simão, eu posso fazer muito por você se me entregares a vida". Lançou a rede.

E foi no mar alto que a rede transbordou. Simão sorria alto, acenava para seus colegas, em outros barcos, queria dividir a pesca. Já não era um homem frustrado, cheio de preocupações. Que mudança! O barco de Pedro, é uma representação da nossa vida. Cansada, atribulada, infrutífera. As redes, vazias, representam o espírito humano, carente de Deus. Redes que precisam serem lançadas ao mar alto. Lugar de profundidade. Assim, deve ser nosso relacionamento com Deus. Intenso, intímo, profundo. Precisamos entregar o barco e lançar a rede.

"Tire o barco da areia". Deixe que a Palavra de Deus o conduza. Ele, dará ordem ao mar para que envie seus peixes, até o barco transbordar. Entregue e confie. Pedro, se confessou incapaz, entregou a direção. Sua vida, nunca mais seria a mesma:

"Não temas; de agora em diante, serás pescador de homens, e levando os barcos para a terra, deixaram tudo, e o seguiram" Lc 5:10,11.

"Pescador de homens". A multidão de peixes mudou a vida de Pedro. Ele, mudaria a vida de multidões. Em todo o mundo. Sua conversão não se deu naquele dia, ao ouvir Jesus em Genesaré. Mas, ali começou um processo na vida de Simão. Ele abandonaria o barco, na areia, de uma vez por todas ( verso 11), para usar o seu barco, sua vida, em favor dos desiludidos. Tudo porque obedeceu. Deixou Jesus comandar seu barco e lançou as redes em águas profundas.

Menos palha para os tijolos




A realidade de hoje prevê que o funcionário ” dê o sangue pela empresa” ficando depois do horário, feriados, sábados e , as vezes, até domingos, trabalhando! O povo de Israel era cativo dos egípcios há  anos. Clamavam e choravam por um libertador por não agüentar mais essa opressão de trabalho imposta por seus “senhores”

No mundo de hoje também é assim: muitas vezes nosso ” chefe” é mudado no trabalho e a carga de trabalho é maior…”como o anterior era mais legal, mais gente boa…esse cara é um “crápula” ! E há uma verdade no fato de sermos mais sobrecarregados com trabalho…tenho visto bastante gente, galera jovem, que está trabalhando para crescer e ter “um lugar ao sol” , mas sendo tratados como verdadeiros escravos.

” Assim lhes amarguravam a vida com serviços pesados com o barro e com tijolos, e com todo o tipo de trabalho no campo; enfim, com todo serviço que eram forçados a fazer”.Ex 1:14

Por isso colocaram feitores sobre eles, para os oprimir com trabalhos forçados. Assim os israelitas construíram para  Faraó as cidades armazém de Pitom e Ramsés. Ramsés foi uma dinastia de faraós que marcaram a história do mundo da época. Se você for ao Museu do Cairo no Egito, perceberá como os Ramsés são venerados por seu reinado e poder político e militar que tinham.

“Então um novo rei que não havia conhecido José, levantou-se sobre o Egito”Ex 1:8

A história fala de um grande administrador que esteve no Egito durante a época da fome. Esse era José do Egito, lembra? Aquele que foi vendido por seus irmãos para uma caravana  de ismaelitas, que ia para o Egito, e ali ele foi comprado por Potifar, oficial de Faraó ( Gn37:36 ). Esse José cumpriu sua função de ” luz e sal da terra” no meio de um povo que adorava ( e adora até hoje) os mortos, sendo modelo de administração, justiça, e santidade.



José ficou quatro anos injustamente presos porque a esposa de Potifar (o oficial que o comprou e o trouxe para dentro de sua casa ) deu ” mole” para ele e José fugiu do “mole”… fico pensando quantos garotões “gospel” espertos hoje aproveitariam esse “mole” talvez até dizendo que ” entenderam que Deus estava abrindo essa porta”, e outras asneiras do tipo… ainda mais tendo sido preso depois injustamente…

“Como fui burro! Uma chance dessas! Com essa mulher “no papo” eu poderia influenciar o oficial do Faraó e conseguir muitas coisas para o meu povo. Não seria essa a postura de um ” político de carteirinha” nos dias de hoje???

Mas José já estava morto, o povo na escravidão de um rei que não tinha nem ouvido falar do tal José, e o aperto no trabalho era cada vez maior…Não há nenhum erro em se querer subir na vida, alcançar uma boa posição social conquistada legitimamente…

…creio que muitas vezes , a sabedoria está mesmo no equilíbrio!!

As situações de nossa vida sempre tem a ver com um contexto espiritual…pois não acreditamos em coincidências, certo?  Mas também cremos na lei da semeadura e colheita : “se semeio vento, vou colher tempestade com certeza”

Deus levantou Moisés ouvindo o clamor de seu povo! Moisés foi fruto do milagre de Deus quando os bebês do sexo masculino foram condenados a morrer, deixando só as meninas ( Ex 1)…Moisés escapou dessa morte e depois escapou da segunda perseguição onde Faraó mandou jogar todos os meninos no rio Nilo!  (Ex 1:22). Depois de 40 anos no Egito como filho da filha de Faraó e 40 anos como um ermitão fugitivo no deserto, Deus chama Moisés para libertar Seu povo!

Deus dá poder a Moisés para fazer prodígios ( cap.4). Moisés e Arão se reúnem como os lideres do povo de Israel e estes acreditam nas palavras de Moisés

O povo acreditou; quando todos ouviram que o Senhor havia visitado os israelitas e que tinha visto sua opressão, inclinaram-se e adoraram. Ex 4:31

Aí Deus manda Moisés a Faraó para libertar seu povo…quando Moisés diz a Faraó que o Senhor disse para deixar Seu povo ir para celebrar uma festa no deserto, Faraó pergunta: “Quem é o Senhor, para que eu atenda sua voz e deixe  Israel ir?” ( cap.5:2) Por que vocês fazem o povo parar de trabalhar? Voltem ao seu trabalho.

” Naquele mesmo dia , faraó deu ordens aos feitores do povo e aos seus oficiais, dizendo: ” Não deis palha para o povo para fazer os tijolos como antes; que eles mesmo vão e recolham palha para si. Mas exigireis a mesma cota de tijolos que faziam antes, não menos. Eles estão ociosos e por isso clamam: Vamos oferecer sacrifícios ao nosso Deus. Tornai pesado o serviço desses homens para que se ocupem dele e não dêem ouvidos a palavras mentirosas”

“O trabalho enobrece” já ouviu essa frase? Sim, é verdade, a não ser… a não ser que ele se torne um escape, uma opressão, meu único alvo, meu tesouro para conquistar tudo que desejo ter…e ser ??? Para o povo de Israel que já era escravo do seu trabalho, a carga aumentada só os levou a um maior desespero e insegurança quanto ao seu Deus… não deis palha para o povo como antes.

A cota de serviço, muitas vezes vai aumentando…eles estão ociosos e por isso clamam.  “Esse cara não tem ambição; diz que é crente…ahaha” dizem. Você trabalha para esconder a ansiedade?

Tornai pesado o serviço desses homens, e hoje também, ” dessas mulheres” ! Para que não dêem ouvido a voz de Deus, considerada pelo sistema mundo como ” palavras mentirosas para um povo ocioso”. Será que os cristãos hoje são vistos assim?

Se o diabo e o mundo tirarem de nós o tempo com a Palavra e o tempo da oração, não vai sobrar nada!

Como eu serei cristão se não leio a palavra ( e como tem gente que não lê e acha que  sabe…usam-na com contexto errado, para seus próprios desejos…e paixões); como eu serei cristão se não tenho tempo para orar, porque preciso trabalhar, crescer, conseguir tudo o que sempre quis ?!?!

Se Deus não nos abençoar, não adianta trabalhar como um escravo, gastar todo tempo no trabalho, e em outras coisas que fazemos que nos escravizam…que roubam nosso tempo.

Se Deus não abençoar nosso tempo, ele escapará pelas nossas mãos…se não semearmos o uso do tempo, também o perderemos…Qual deus / Deus controla o nosso tempo ????

Jesus está voltando! E aê ???

Jonas, o profeta que dormiu no porão e acordou no ventre do peixe



Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra. Mt 12:39-40



A história do profeta Jonas é bem curta e diferente dos demais profetas do Antigo Testamento. Ele pode ser considerado um missionário, o primeiro a proclamar pessoalmente, arrependimento a uma nação gentia. E essa novidade de chamado assustou o profeta, o aterrorizou a ponto de desejar à morte. Nínive, este era o lugar da missão de Jonas. 1300 Km ao Oriente de Israel, na margem oriental do Rio Tigre, atual Iraque. Uma nação inimiga de Israel, por esta causa Jonas reluta em , por temer que a misericórdia de Deus sobre o lugar, o tornasse ainda mais forte.

Muitas são as especulações sobre a veridicidade do livro de Jonas e sua estadia no ventre de um grande peixe. Jesus confirma a história de Jonas ao citá-la como sinal tanto para judeus como para gentios. Três dias no ventre do grande peixe é uma referência clara a obra salvadora de Cristo, padecendo morte e ressuscitando ao terceiro dia. Isto já seria suficiente para não mais duvidar de que Jonas existiu e de fato, foi tragado por um grande peixe provavelmente uma baleia. Estudos cientificos comprovam a possibilidade de tal feito, inclusive há precedentes.

James Bartley era um marinheiro em expedição as Ilhas Malvinas em uma caça as baleias. Sua história foi cuidadosamente apurada e publicada em jornais e especificamente dois livros "A History of the World in 10 ½ Chapters, de Julians Barnes e Fim da Infância de Clive Cussel". O episódio Viagem ao fundo do Mar, exibido em 1965 também menciona o fato "Jonah and the Whale" (Jonas e a baleia). Por sua experiência no ventre da baleia, James perdeu a visão, os pêlos do corpo e a cor da pele também sofreu alterações. (James Bartley 1856 a 1902). Aqui um vídeo sobre o fato.


O chamado de Jonas

É quase cômica a forma como tudo acontece, até que se torna trágico. Alguém de íntimo relacionamento com Deus, imaginar que pode fugir de Sua presença. Ordenado a ir para Nínive, Jonas paga passagem e ruma pelo mar para Társis na costa sudoeste da Espanha. Em profundo sono no porão do navio, Deus envia uma tempestade que causa desespero. A tripulação lança ao mar seus pertences e roga aos seus deuses, até descobrir que Jonas era a causa da fúria do mar.

E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade. Jonas 1:12


Não pude deixar de comparar a tempestade enfrentada pelo navio de Jonas, com a tempestade vivida por Jesus e seus discipulos no mar da Galiléia. Jesus dormia na proa do barco, porque tinha plena certeza de que Deus estava com todos para os guardar. A tempestade era grande, porém maior era Deus. E Jonas dormia no porão e esse sono significava dormência espiritual. Ele não quis obedecer simplesmente porque não aceitava o fato de Deus ser benigno fora dos limites de Israel.

Que egoísta esse Jonas, não? E quanta semelhança entre nós e ele! Não conseguimos pensar que certas pessoas, de tão pecadoras que são, merecem perdão e salvação. E por esta e outras causas, as ignoramos, “dormimos no porão” enquanto o outro enfrenta os terrores da tempestade.

E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria. Temeram, pois, estes homens ao Senhor com grande temor; e ofereceram sacrifício ao Senhor, e fizeram votos. Jonas 1:15-16

Quanta ironia, os navegantes que acompanhavam Jonas eram idolatras, mas foram sensíveis ao agir de Deus e prontos em servir. Procuraram diligentemente pela causa da tempestade e esvaziaram o navio de tudo quanto provocava a irã de Deus. Aqui merece uma pausa maior para refletir. Consideremos a vida como esse navio e o mar sendo a ação de Deus. Quando Ele fala a nossa consciência de que algo está errado, de que o pecado está desagradando, procuremos diligentemente “aliviar o navio”, lançar fora tudo aquilo que não serve, que pode causar morte.

O sono de Jonas era fisico e espiritual. E como cristãos, podemos nos julgar mais justos que os demais e ainda assim estarmos enganados sobre tudo. Insensíveis a voz de Deus, em direção contrária a que Ele ensina ou ordena.

“Não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente.Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, Efésios 4:17-20.

O “Sem sentimento” no texto de Efésios é a tradução para “parar de vigiar, de se preocupar”, exatamente o que estava acontecendo com Jonas. Quem dorme não vigia, foi isso que Jesus disse aos discipulos em Marcos 13:36. É triste, mas Jonas não demonstrava preocupação por estar indo para Társis ao invés de Nínive. E se o navio tivesse naufragado e Jonas com ele? Os cento e vinte mil habitantes de Nínive iriam perecer em pecado ou Deus comissionaria outro profeta. Mas Deus foi misericordioso com Jonas e com toda Nínive, Ele escolheu falar de maneira mais rude com o profeta, acordá-lo!

Jonas e o grande peixe

Jonas teve uma experiência de quase morte dentro do peixe, ele diz que Deus “fez subir da sepultura a minha vida, quando dentro de mim desfalecia a minha alma, então me lembrei do Senhor e subiu a Ti a minha oração no Teu santo templo, ao Senhor pertence a salvação! Falou pois o Senhor ao peixe e este vomitou Jonas” (Jn 2:6,7,8,9,10). Interessante é ver que o peixe não teve dificuldade alguma para obedecer a Deus.

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E jonas sai do peixe diferente de quando entrou. Não fica claro se Jonas se arrependeu de ter menosprezado Nínive já que mesmo após ter entregue a mensagem de Deus para cidade, ele deseja que seja destruída. Porém, no ventre do grande peixe, ele aprende a temer a Deus e compreender Seu dominio sobre todas as coisas. Quem poderá se ocultar do Senhor?

“Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.” Salmos 139:7-12


Jonas dormiu no porão, mas acordou no ventre do peixe, depois de ter descido aos lugares mais baixos da terra, ascende aos céus, após se humilhar e reconhecer que tudo pertence ao Senhor, a vida e pós vida. Pode se dizer que Jonas era um eloquente e apaixonado ministro do Evangelho, mesmo fugindo de Deus, em estado de sono, ainda levou toda tripulação do navio a reconhecer o tamanho do Deus que servia. Nada de longos discursos, poucas palavras, mas carregadas de fé. Ele não negava a Deus, mas a seu chamado. Aprendemos que estar fora da vontade de Deus provoca sofrimento, inquietações e infelicidade, para si e para muitas outras pessoas. Uma alma é muito preciosa para Deus e vale de verdade mais que o mundo inteiro.

Em Nínive


“Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a mensagem que eu te digo. E levantou-se Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande, de três dias de caminho. E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e pregava, dizendo: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida. E os homens de Nínive creram em Deus;.”Jonas 3:2-5

Em terra Jonas recebe novamente a ordem de ir ministrar o amor de Deus a nação inimiga. O marinheiro James Bartley saiu de dentro da baleia cego, sem pelos pelo corpo e pálido. Não nos é dito o estado físico de Jonas, apenas o espiritual, este estava fortalecido. Alguns estudiosos arriscam em dizer que tão logo entrou em Nínive, Jonas chamou a atenção dos moradores porque estava pálido demais e com a roupa aos trapos, sua experiência no ventre do peixe também fez parte do discurso de julgamento sobre a nação e por esta causa o impacto teria sido imediato e de grande alcance:

-“ Você viu aquele profeta que chegou hoje a cidade, nunca vi nada igual! Parecia reluzir de tanta palidez, vestes aos trapos e pés feridos, três dias dentro de uma baleia para nos advertir sobre a destruição de Nínive!”

-Onde está, vamos, quero ouvi-lo!

Para percorrer toda cidade, era necessário três dias, mas Jonas caminhou apenas um dia, ainda assim toda a cidade se arrependeu, do rei aos mais humildes. Que lição para todos nós! Não desprezemos aqueles a quem Deus nos envia. O mundo pode ser comparado a Nínive e nós somos missionários da causa de Cristo. Cristãos transformados pelo sacrifício de Jesus, do “porão ao peixe”.

 A Abobreira

"Mas isso desagradou extremamente a Jonas, e ele ficou irado."  Jn 4:1

Deveria Jonas ter ficado feliz e não irado. Mas ele acredita que Deus também está irado e vai destruir a cidade, por isso, faz uma pequena cabana e se acampa próximo a Nínive, em um lugar alto. Deus dá sombra para Jonas, fazendo crescer uma planta abobreira, ai sim ele fica radiante de felicidade, mas em seguida Deus seca a planta e a ira de Jonas vem à tona.

"Tiveste tu compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer, que numa noite nasceu, e numa noite pereceu;  E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?" Jonas 4:9-11

Jonas padeceu no ventre do peixe, mas agora só estava enxergando seu próprio ventre, esqueceu rápido do livramento de morte. Sabe como essa história tem semelhança com a parábola do filho pródigo? Os Ninivitas voltaram para casa do pai e Jonas não se alegrou por isso, antes pensou ter mais direitos que eles, por ser hebreu.

Quantos de nós também amamos plantas, animais, coisas e menosprezamos pessoas? Quantos olham para o outro com preconceito por causa da crença ou do que quer que seja? Deus nos fala através de Jonas, uma lição tão atual e tão magnífica!

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ensine a amar sem fronteiras. Que não precisemos chegar ao extremo do desespero para ouvir e obedecer a Deus. Temos muito a aprender com o chamado de Jonas, este profeta que dormiu no porão e acordou no ventre de um grande peixe.

Deus o abençoe.

A Dieta de João Batista

 O Evangelho de Mateus (3.1-4) fala um pouco sobre João Batista, que recebeu de Deus a nobre incumbência de batizar homens e mulheres nas águas do rio Jordão para purificação dos pecados. A história desse último profeta do Antigo Testamento e primeiro apóstolo do Novo Testamento é, para mim, uma das mais singelas, especiais e interessantes da Bíblia. Explico por quê.

A história de João Batista não tem o mesmo peso biográfico ou volume de informações que a dos outros personagens bíblicos. No entanto, percebemos que os relatos sobre esse arauto de Deus na terra são altamente impactantes. Apresento algumas razões para afirmar isso:


  •     João era uma voz no deserto que clamava ao povo, para que este se arrependesse dos seus pecados e fosse batizado.
  •     Havia sobre ele uma unção específica de confronto. João parecia um trator que endireitava as veredas tortas e preparava o caminho para Jesus cumprir Sua obra de salvação.
  •     Seu ministério impactava tantas pessoas que muitos saíam de cidades vizinhas e dirigiam-se ao local onde ele estava para ouvir suas palavras cheias de autoridade espiritual.
  •     Cada palavra que saía da sua boca era capaz de quebrantar os corações endurecidos de Israel.
  •     Por repreender publicamente o pecado de adultério do rei Herodes, João foi preso e decapitado.
  •     Jesus disse aos Seus discípulos: entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista (Lc 7.28).



Após enumerar alguns pontos sobre João batista que chamam à atenção, destaco um em especial: a sua dieta. A Bíblia claramente nos revela que ele comia gafanhotos e mel silvestre. E aqui está uma linda revelação de Deus para nós: a vida é cheia de contradições. Gafanhotos remetem a coisas ruins, tristes e amargas, enquanto o mel, a coisas doces, alegres, felizes e boas.
Quando vemos nas Escrituras que João comia gafanhotos e mel, podemos extrair das entrelinhas que nossa existência será de altos e baixos, alegrias e tristezas, fé e dúvidas, conquistas e derrotas, acertos e erros, amor e ódio, paz e guerra, vida e morte.

Enquanto vivermos neste mundo, nossa vida será uma absorção, uma ingestão diária de coisas boas e ruins. Todos os servos de Deus experimentaram essas contradições, e nem o próprio Cristo ficou isento dessa realidade. Em um momento, Jesus estava nas águas do Jordão; em outro, no deserto. Uma hora, Ele ouvia a voz do Pai; outra, era confrontado pelo diabo. Em certas ocasiões, o Mestre era elogiado; em outras, era tentado.
      
Diante disso, quero refletir com você sobre duas verdades. Primeiro, quando alguém lhe oferecer “pratos de gafanhotos”, aprenda a retribuir com “pratos de mel”, ou seja, pague o mal com o bem. Tenha certeza de que surgirão pessoas para servir inveja, ódio, calúnia, difamação, perseguição, fofoca. Porém, se queremos ser parecidos com Cristo na terra e chegar ao céu, devemos oferecer “pratos de mel”, responder com o amor de Jesus.
      
Já a segunda verdade tem a ver com o fato de João começar comendo gafanhotos e terminar saboreando o mel. Será exatamente assim em nossa vida. Se temos Jesus como nosso Senhor e Salvador, assim como João o teve, podemos experimentar muitas coisas amargas neste mundo, porém, no final, seremos alcançados pela doçura da graça divina.